sábado, 27 de fevereiro de 2016




EVOEMOS BACO!
Salve gente, amanha abriremos os terreiros do ano, vem!!!
Abrindo os terreiros do ano, segue a agenda:
28/02 Às 14h - Av. Paulista (Altura do Masp)
28/02 às 18h - Ocupação Canhoba (Perus)
Mirar Migrar
Uma trupe de mambembes percorre ruas e praças contando e cantando uma históris de migração para a tão sonhada "Cidade Progresso"
Concepção, dramaturgia e interpretação: Abmael Henrique, Fagner Saraiva,Juliana Leitoles e Michelle Lomba
Direção artística: Cléber Pereira Borges
Orientação vocal e corporal: Gabriel Bueno
Orientação musical: Bebê Góes
Orientação circense: Rafael Napoli
Orientação de Maquiagem: Roberto Reis
Direção de cena e contrarregragem: Victor Gally
Figurino, cenografia e adereços: Abmael Henrique
Assistente de figurinos e adereços: Fagner Saraiva e Juliana Leitoles
Foto e vídeo: Gislaine Costa ( Imagis)
Designer gráfico: Caique Gonçalves
Assessoria de imprensa: Colateral Comunicação Clayton Jeronimo e Christian Amendola Moleiro
Produção: Eita Ação Cultural
Classificação: Livre
Duração: 50 minutos
Agradecimentos:
Residências artísticas: Buraco d'Oráculo e Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
Colaboração musical: Fernando Barroso, Níckolas Belt e Rodrigo Oliveira
Confecção da carroça: Magoga Carlos Henrique e Camila Domitila
Orientação histórica: José Mauricio Ferreira
Aos familiares, amigos (as) e amantes.




terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A próxima parada da trupe mambembe do Mirar Migrar, será no dia 28 desse mês na avenida mais movimenta dos domingos, a Av. Paulista.
às 14:00h

Logo divulgaremos o local exato da avenida.

terça-feira, 6 de outubro de 2015



Foto poesia: Gislaine Costa (IMAGIS)


Sobre Victor Gally, integrante do coletivo Eita.

Formado pela Escola de Teatro da UFBA, possui experiência em diferentes campos das artes cênicas. Desde a atuação, passando pela contrarregragem, direção de cena, produção executiva. Produções e montagens teatrais também fazem parte da sua carreira. Participou de Festivais Nacionais e Internacionais de teatro. Atua na produção de eventos e festas. No cinema atuou em curtas e longas como ator. Atualmente está como Stage Manager no musical Antes tarde do que nunca, produzido pela T4F, e no coletivo Eita Ação Cultural, como direção de cena.



Sobre a direção de cena, ou o anjo do espetáculo...


O cargo deriva do “stage manager” anglo-saxónico que agrega em si vários cargos da nossa organização mais francófona: Assistente de encenação, regisseur (comando de 
regie), gestão técnica de preparação e montagem. Portanto, o diretor de cena:“deveria ser uma espécie de coordenador geral de todas as tarefas, assegurando-se de que cada ator, cada técnico, cumpre a sua função no momento certo. Em espetáculo, ele deverá ser mesmo o maestro que dá as deixas para os efeitos de luz, de som, de maquinaria de cena, de entradas de atores em cena etc.
Ou seja, é responsável por assegurar todo o funcionamento técnico de um espetáculo”. (SOLMER, Antonio. In Manual do Teatro, 1999)
Anotar as reuniões em tabelas, uma espécie de atas técnicas, onde são recolhidas as informações de decisão criativa e posteriormente disponibilizadas à equipa. Promovem a organização e o calendário, evitando a sobrecarga na semana crítica, altura de maior stress da companhia. Organiza toda a documentação de empréstimos, alugueis, relatórios de condições e fotos de equipamentos, figurinos ou adereços, e providencia seguros, quando necessário, para os mesmos equipamentos, figurinos ou adereços, para o espetáculo, e para, inclusive, o público. Toma nota do desenrolar da criação no palco, movimentações, efeitos, indicações. Colige toda a informação técnica bem como as referências de investigação coletiva. Arquiva a documentação relativa ao desenho de luz, listagens de equipamento, plantas e cores. Da mesma forma arquiva digitalmente o som, suas directrizes e sonoplastia. Recolhe e arquiva instruções de lavagem de figurinos para posterior uso, esboços de cenografias e figurinos, e instruções de montagem de objetos cenográficos de cena, assim como, planos de construção, referências de tintas, até mesmo algumas amostras com características técnicas dos materiais.
Paralelamente organiza toda a informação necessária ao agendamento e promoção do evento: documentação promocional, textos e testemunhos, agenda de recolha de imagens, ensaios de imprensa, entre outros, que é fornecida à produção do espetáculo.
Também, tudo o que concerne ao normal desenrolar da produção do evento, inclusivamente o relato à produção das faltas, atrasos e eventuais desvios de conduta.
Durante o período de ensaios, o diretor de cena assume também o papel de criador: criador de espaços e tempos criativos, promovendo a discussão e antecipando desenlaces, criação de adereços, de substituição, marcação do espaço de cena a partir das propostas cenográficas com fitas.
Em tempo de espetáculo, a direção de cena assume um papel de liderança que, de certa forma, substitui o encenador. O objetivo é garantir a qualidade do espetáculo, com relatórios, manutenções, verificações, até mesmo dirigindo ensaios de reposição ou requalificação, bem como a capacidade de orientação e programação de montagem, desmontagem, transporte e arrecadação, ou seja, verificação de todos os aspetos da remontagem do espetáculo e a sua coerência com a estreia e o objeto artístico consumado por esta.
Hoje em dia, encontrar espaços alternativos, para criação e performance é comum. Surgiu um número de novas companhias, com características muito diferentes e com conceitos inovadores e diversificados para públicos. Muitas delas sem palco. Portanto, encontrar um espaço alternativo como a rua, fábricas, casas para apresentar os seus espetáculos é comum. Algumas destas companhias já nem sequer “desenham” espetáculos para palcos tradicionais à italiana.
Durante este período, o papel do diretor de cena tem vindo a desenvolver-se a partir de um papel meramente serviçal, que muitas vezes foi confundido com o contra-regra do espetáculo, para um papel de protagonista em backstage, organizando e criando os referidos espaços criativos, mas também criando condições necessárias para a eficácia do espetáculo nestes espaços alternativos.
A direção de cena só agora começa a ser reconhecida como integrante do processo criativo num espetáculo ou performance. Sem ela, ou sem os seus serviços e funções realizadas dificilmente o processo é calmo, organizado, produtivo e apreciado: e a realização teatral deve, apesar de tudo, ser um prazer para quem a faz.
A gestão da criatividade implica muito mais do que administração ou gestão, no entanto esta requer intuição, sensibilidade, resolução, inteligência e disciplina. Normalmente estas qualidades são encontradas em bons diretores de cena.
Conhecer as necessidades, e antecipá-las; construir as oportunidades criativas, para que toda a equipa as aproveite e desfrute; prever qualquer adversidade, que afete a produção, um performer deve somente preocupar-se com o espetáculo; durante o espetáculo fica responsável pela boa preparação e verificação do mesmo, garantindo o erro mínimo; operar o espetáculo pré- concebido em ensaios, sendo maestro de backstage das deixas, ou seja, dar ordens de acontecimentos e efeitos; conceber o livro de direção de cena, organizando-o com toda a documentação do espetáculo e sua organização; gerir a companhia em carreira de espetáculo, garantindo a qualidade artística da estreia; preparar e gerir tecnicamente todos os seus aspetos; preparar a desmontagem e encerramento do espetáculo, arquivando e arrecadando materiais e informações.


segunda-feira, 28 de setembro de 2015


Nós do coletivo Eita, seguimos com ensaios intensos nas últimas semanas. Há um mês e uma semana da estréia do espetáculo Mirar, Migrar!, os corações pulsam com velocidade acelerada.

Evoemos!!!

Foto: Gislaine Costa (Imagis)





                           








         



               "Todo ato é capaz de demolir os muros da razão"
                Antonin Artaud                      







terça-feira, 15 de setembro de 2015



Cléber Pereira Borges é um dos colaboradores do coletivo Eita. Este ano, no projeto "Mirar, Migrar", soma com a orientação cênica do processo de criação do espetáculo. 


Cléber, é Ator profissional, produtor teatral, arte-educador licenciado 
em Teatro pela Faculdade de Artes do Paraná e Mestre em Teatro pela Universidade do 
Estado de Santa Catarina (UDESC). Foi aluno-bolsista Do Programa de Iniciação 
Científica (PIC) na graduação, tendo publicado artigos no IV Colóquio Luso-Brasileiro 
sobre Questões Curriculares, 16° Simpósio Internacional de Iniciação Científica da 
USP, pôster no XVII Encontro Anual de Iniciação Científica do Estado do Paraná. 
Recebeu certificação como destaque de pesquisa no 3° Congresso de Iniciação 
Científica da Universidade de São Caetano do Sul/SP, entre outros. Foi também aluno-
bolsista pela CAPES, no mestrado. 
Ministrou oficinas de teatro, dentre elas para a Fundação Cultural Franklin 
Cascaes, de Florianópolis, na Casa da Máquinas, atendendo crianças, adolescentes e 
adultos. Como integrante-fundador do Grupo Arte da Comédia, de Curitiba, atuou com 
teatro popular e teatro de rua, com pesquisa voltada para a técnica de máscaras e 
commedia dell'Arte. A peça de rua “Aconteceu no Brasil, enquanto o ônibus não vem” 
recebeu inúmeros prêmios, inclusive o Troféu Gralha Azul de melhor espetáculo do ano 
2007, maior prêmio do teatro paranaense. No teatro, foi dirigido por Isa Kopelman 
(UNICAMP) e Luiz Nunes (Kiwi Coletivo de Teatro/SP). 

Em 2011 foi sub-coordenador do PELC – Programa de Esporte e Lazer da 
Cidade, do Ministério do Esporte, executado pelo IDDEHA – Instituto de Defesa dos 
Direitos Humanos, em Curitiba. O projeto foi realizado em comunidades em situação de 
vulnerabilidade social tanto em Curitiba quanto em cidades da Região Metropolitana, 
atendendo a uma gama bastante variada de participantes: crianças, adolescentes, adultos 
e pessoas com deficiência. Eram ofertadas oficinas de teatro, dança, percussão, 
fotografia, grafite, entre outras. 
Já se apresentou em inúmeros festivais de teatro, entre eles: Festival 
Internacional de Teatro de Belo Horizonte (FIT-BH), Festival de Curitiba, Festival de 
Teatro de Rua de Angra dos Reis/RJ, Americana/SP, Pindamonhangaba/SP, Ponta 
Grossa/PR, Lages/SC, SESC das Artes/SP, Florianópolis/SC, Presidente Prudente/SP 
entre outros. No cinema atuou em filmes como “Morguy Story – O filme, direção de 
Paulo Biscaia Filho e “400 contra 1”, com direção de Caco Souza. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015



Foto poesia Gislaine Costa (IMAGIS)

foto Gislaine Costa (IMAGIS)
Por Michelle Lomba.

Sobre ESTAR com o Buraco d' Oráculo...
Em 2010, durante a I Mostra de Artes Cênicas na Rua de Curitiba, promovida pelo Grupo Arte da Comédia, do qual na época eu fazia parte, tive o imenso prazer de conhecer o Grupo Buraco d' Oráculo.
Fiquei encantada com as falas dos integrantes sobre o Teatro de Rua e desde então brotou a vontade pela aproximação.
Alguns poucos encontros foram possíveis durante os percursos da vida e essa vontade adormeceu porém não foi esquecida...
Em janeiro de 2015, durante a elaboração do projeto MIRAR, MIGRAR, surgiu a necessidade de pensarmos residências artísticas durante o processo de montagem do espetáculo no intuito de nos aproximarmos de grupos admirados, bem como, fortalecer as escolhas do coletivo e inspirar novas trajetórias. Foi então que acenderam-se "luizinhas coloridas" entorno dos Grupos Oi Nóis Aqui Traveiz, Buraco d'Oráculo e Pombas Urbanas.
Estar com o Buraco é a possibilidade dos desejos se tornarem realidade. É o encontro de pensamentos em comum. É o diálogo da verdade em busca da Arte como transformação do indivíduo, do espaço, do tempo. É ouvir histórias de artistas que dedicam a vida a fazer TEATRO DE- NA- PARA- COM A RUA E O INDIVIDUO PERIFÉRICO. É não ter medo do risco, assumir as deficiências e buscar, sempre!
Gratidão, amor e muita poesia ao Grupo Buraco d' Oráculo e ao EITA Ação Cultural

terça-feira, 8 de setembro de 2015


foto poesia Gislaine Costa (Imagis)


Por Fagner Saraiva

UM CAFÉ, DOIS CAFÉ E MUITA FÉ.



O encontro com o grupo Buraco D’oráculo, foi muito lindo. Eu particularmente não tinha assistido nenhum trabalho do grupo.

Fomos muito bem recebidos na ocupação que o grupo faz parte, na praça da Vila Mara. Por mais que eu não conhecesse o grupo, parecia que estava visitando a casa dos irmãos mais velhos. O cafezinho da tarde com histórias e bate-papo foi rico o suficiente para entendermos a trajetória do grupo na cidade de São Paulo, falamos muito sobre a importância da criação coletiva, encontramos ali um grupo, forte e resistente na periferia, que abraçou o EITA compartilhando suas técnicas adquiridas também por meio de trocas com outros grupos.

O trabalho desenvolvido na região da Vila Mara, está tendo um belo respeito pela comunidade. Lembro-me que um de nossos encontros o grupo optou por mostrar uma cena do espetáculo Ser tão Ser, um dos trabalhos de longa pesquisa que deu suporte as novas criações. A cena foi executada na Praça da Vila Mara e sem aviso prévio aos espectadores. Em poucos minutos toda a moçada que ali frequentava estava sentada ao redor dos atores ouvindo histórias e participando da cena propriamente dita. Um momento mágico do teatro, onde a obra extrapola os limites da cena e envolve as pessoas tornando-as parte dela.

O encerramento desta vivência, não podia ser melhor. Novamente estávamos em volta de um belo café da tarde na casa dos irmãos mais velhos, depois de assistir o trabalho O cuscuz fedegoso, discutimos o espetáculo e as consequências dele. Os atores relataram suas experiências com os imprevistos que a rua proporciona. Um lindo ato de generosidade deste grupo.
Vida longa ao Buráco D’oráculo!