segunda-feira, 28 de setembro de 2015


Nós do coletivo Eita, seguimos com ensaios intensos nas últimas semanas. Há um mês e uma semana da estréia do espetáculo Mirar, Migrar!, os corações pulsam com velocidade acelerada.

Evoemos!!!

Foto: Gislaine Costa (Imagis)





                           








         



               "Todo ato é capaz de demolir os muros da razão"
                Antonin Artaud                      







terça-feira, 15 de setembro de 2015



Cléber Pereira Borges é um dos colaboradores do coletivo Eita. Este ano, no projeto "Mirar, Migrar", soma com a orientação cênica do processo de criação do espetáculo. 


Cléber, é Ator profissional, produtor teatral, arte-educador licenciado 
em Teatro pela Faculdade de Artes do Paraná e Mestre em Teatro pela Universidade do 
Estado de Santa Catarina (UDESC). Foi aluno-bolsista Do Programa de Iniciação 
Científica (PIC) na graduação, tendo publicado artigos no IV Colóquio Luso-Brasileiro 
sobre Questões Curriculares, 16° Simpósio Internacional de Iniciação Científica da 
USP, pôster no XVII Encontro Anual de Iniciação Científica do Estado do Paraná. 
Recebeu certificação como destaque de pesquisa no 3° Congresso de Iniciação 
Científica da Universidade de São Caetano do Sul/SP, entre outros. Foi também aluno-
bolsista pela CAPES, no mestrado. 
Ministrou oficinas de teatro, dentre elas para a Fundação Cultural Franklin 
Cascaes, de Florianópolis, na Casa da Máquinas, atendendo crianças, adolescentes e 
adultos. Como integrante-fundador do Grupo Arte da Comédia, de Curitiba, atuou com 
teatro popular e teatro de rua, com pesquisa voltada para a técnica de máscaras e 
commedia dell'Arte. A peça de rua “Aconteceu no Brasil, enquanto o ônibus não vem” 
recebeu inúmeros prêmios, inclusive o Troféu Gralha Azul de melhor espetáculo do ano 
2007, maior prêmio do teatro paranaense. No teatro, foi dirigido por Isa Kopelman 
(UNICAMP) e Luiz Nunes (Kiwi Coletivo de Teatro/SP). 

Em 2011 foi sub-coordenador do PELC – Programa de Esporte e Lazer da 
Cidade, do Ministério do Esporte, executado pelo IDDEHA – Instituto de Defesa dos 
Direitos Humanos, em Curitiba. O projeto foi realizado em comunidades em situação de 
vulnerabilidade social tanto em Curitiba quanto em cidades da Região Metropolitana, 
atendendo a uma gama bastante variada de participantes: crianças, adolescentes, adultos 
e pessoas com deficiência. Eram ofertadas oficinas de teatro, dança, percussão, 
fotografia, grafite, entre outras. 
Já se apresentou em inúmeros festivais de teatro, entre eles: Festival 
Internacional de Teatro de Belo Horizonte (FIT-BH), Festival de Curitiba, Festival de 
Teatro de Rua de Angra dos Reis/RJ, Americana/SP, Pindamonhangaba/SP, Ponta 
Grossa/PR, Lages/SC, SESC das Artes/SP, Florianópolis/SC, Presidente Prudente/SP 
entre outros. No cinema atuou em filmes como “Morguy Story – O filme, direção de 
Paulo Biscaia Filho e “400 contra 1”, com direção de Caco Souza. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015



Foto poesia Gislaine Costa (IMAGIS)

foto Gislaine Costa (IMAGIS)
Por Michelle Lomba.

Sobre ESTAR com o Buraco d' Oráculo...
Em 2010, durante a I Mostra de Artes Cênicas na Rua de Curitiba, promovida pelo Grupo Arte da Comédia, do qual na época eu fazia parte, tive o imenso prazer de conhecer o Grupo Buraco d' Oráculo.
Fiquei encantada com as falas dos integrantes sobre o Teatro de Rua e desde então brotou a vontade pela aproximação.
Alguns poucos encontros foram possíveis durante os percursos da vida e essa vontade adormeceu porém não foi esquecida...
Em janeiro de 2015, durante a elaboração do projeto MIRAR, MIGRAR, surgiu a necessidade de pensarmos residências artísticas durante o processo de montagem do espetáculo no intuito de nos aproximarmos de grupos admirados, bem como, fortalecer as escolhas do coletivo e inspirar novas trajetórias. Foi então que acenderam-se "luizinhas coloridas" entorno dos Grupos Oi Nóis Aqui Traveiz, Buraco d'Oráculo e Pombas Urbanas.
Estar com o Buraco é a possibilidade dos desejos se tornarem realidade. É o encontro de pensamentos em comum. É o diálogo da verdade em busca da Arte como transformação do indivíduo, do espaço, do tempo. É ouvir histórias de artistas que dedicam a vida a fazer TEATRO DE- NA- PARA- COM A RUA E O INDIVIDUO PERIFÉRICO. É não ter medo do risco, assumir as deficiências e buscar, sempre!
Gratidão, amor e muita poesia ao Grupo Buraco d' Oráculo e ao EITA Ação Cultural

terça-feira, 8 de setembro de 2015


foto poesia Gislaine Costa (Imagis)


Por Fagner Saraiva

UM CAFÉ, DOIS CAFÉ E MUITA FÉ.



O encontro com o grupo Buraco D’oráculo, foi muito lindo. Eu particularmente não tinha assistido nenhum trabalho do grupo.

Fomos muito bem recebidos na ocupação que o grupo faz parte, na praça da Vila Mara. Por mais que eu não conhecesse o grupo, parecia que estava visitando a casa dos irmãos mais velhos. O cafezinho da tarde com histórias e bate-papo foi rico o suficiente para entendermos a trajetória do grupo na cidade de São Paulo, falamos muito sobre a importância da criação coletiva, encontramos ali um grupo, forte e resistente na periferia, que abraçou o EITA compartilhando suas técnicas adquiridas também por meio de trocas com outros grupos.

O trabalho desenvolvido na região da Vila Mara, está tendo um belo respeito pela comunidade. Lembro-me que um de nossos encontros o grupo optou por mostrar uma cena do espetáculo Ser tão Ser, um dos trabalhos de longa pesquisa que deu suporte as novas criações. A cena foi executada na Praça da Vila Mara e sem aviso prévio aos espectadores. Em poucos minutos toda a moçada que ali frequentava estava sentada ao redor dos atores ouvindo histórias e participando da cena propriamente dita. Um momento mágico do teatro, onde a obra extrapola os limites da cena e envolve as pessoas tornando-as parte dela.

O encerramento desta vivência, não podia ser melhor. Novamente estávamos em volta de um belo café da tarde na casa dos irmãos mais velhos, depois de assistir o trabalho O cuscuz fedegoso, discutimos o espetáculo e as consequências dele. Os atores relataram suas experiências com os imprevistos que a rua proporciona. Um lindo ato de generosidade deste grupo.
Vida longa ao Buráco D’oráculo!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sobre a residência artística com o 

Buraco d`Oráculo



Foto poesia Gislaine Costa (Gyza)
Foto poesia Gislaine Costa (Gyza)

Por Juliana Leitoles 



Estar com o Grupo Buraco d’Oraculo me fortalece enquanto artista, 
vejo que não estou só, 
vislumbro possibilidades reais de trabalho artístico com a comunidade,
me sinto agraciada pela generosidade artística e humana, 
me sinto num lugar de querer mais, de fazer e acontecer, 
aprendo a admirar as pessoas que se disponibilizam ao outro,pelo simples valor ao olhar do outro.
Entendo pois o estado de ser artista a todo momento...
Confesso que este entender impôs na minha atuação uma atitude mais drástica quando se trata de arte e sensibilidade, no sentido de se fazer necessária a poesia, o teatro, a denúncia, o ser a todo instante...
E um grande otimismo toma conta do ser, apesar de todas as contrariedades do sistema, eu acredito mais no amor, acredito na minha arte fazendo a diferença na minha vida e na vida de quem mais quiser compartilhar, do jeito que quiser...
Agradecida!!!!